Ei vida, apresente-se. Mostre-me sua face, mostre-me que você se importa com alguém que vive aprisionado em um corpo há anos, tentando de algum modo sentir-se feliz, sentir-se curado de uma doença incurável, mostre-me o doce pesar da sua arrogância, eu lhe imploro.
Talvez isso possa parecer errado, possa parecer ingratidão... Talvez esse seja o Eu que se cansou de lutar por ideais que não são meus. Luto por ideais de terceiros, quartos e quintos...
Não, isso não é um desespero narrado por um louco, nem eu sei do que se trata, pode ser apenas um chamado, de alguém que espera ansioso por um retorno, um retorno que nunca virá, não enquanto eu continuar a chamar tal coisa.
Pode parecer estranho, mas é assim que funciona, é necessário apenas entender, é necessário justamente parar de chamar a vida e ir buscá-la, nem que tenha que ser a força, aliás, talvez ela só apareça a força.
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